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Site Ceticismo Político está de volta em seu endereço original!

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Pessoal, sei que muitos devem ter sentido falta do Ceticismo Político, que não teve conteúdo produzido durante 50 dias.

Porém, vocês entenderão que havia um objetivo: foi o maior período de coleta de evidências do qual já participei. Era necessário fazer isso. Este post dá maiores esclarecimentos: “O retorno do Ceticismo Político”.

Ao mesmo tempo, lembro que o site está de volta ao seu endereço original: www.ceticismopolitico.com. Atualizem seus bookmarks, uma vez que o Ceticismo Político é hoje um site censurado.

Carta aberta de Luciano Ayan aos leitores

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Em virtude dos últimos acontecimentos envolvendo o pseudônimo “Luciano Ayan”, o MBL e o caso da desembargadora que fez comentários sobre a morte da vereadora Marielle Franco, é importante que os leitores tomem ciência de fatos importantes.

No último fim de semana, o site Ceticismo Político, criado por mim (e que hoje possui vários colaboradores) publicou uma matéria sobre a desembargadora Marília, que fez acusações sobre a vereadora Marielle, que havia sido assassina na quarta (14).

O post basicamente apontava o conteúdo da matéria de Mônica Bergamo. O post, publicado por colaboradores, mas editado por mim, trata as declarações de Marília como se fossem uma ironia e usa o termo “quebra de narrativa”, principalmente ao mencionar o fato de que foi levantada a hipótese de que Marielle talvez não tivesse sido vítima de um crime político. Ou seja, são os fatos, acompanhados de uma análise. A desembargadora realmente fez as declarações que fez. As dúvidas já estão lançadas e não é mais possível que membros do PSOL afirmem que Marielle certamente “foi vítima de crime político” sem serem questionados. Nós não sabemos quem matou Marielle, mas o PSOL também não sabe. Isso significa que a narrativa daqueles que querem culpar a PM ou a intervenção está “quebrada” até que surjam fatos novos.

Mesmo assim, o Jornal O Globo entrou em contato para questionar o MBL (que havia republicado meu post original). Com este texto rebati as afirmações do repórter. Ou seja, este site avisou que ele estaria dando vazão a uma informação falsa e mesmo assim o jornalista fez outro texto. Em resumo: o jornalista já tinha ciência de que o site apenas replicou uma notícia real de Mônica Bergamo e mesmo assim fingiu desconhecimento (uma vez que minha rebatida ao e-mail enviado pelo jornalista ao MBL aconteceu várias horas antes do segundo texto dele).

Não iria demorar para surgirem as intimidações, do tipo “vamos atrás de você”. Algumas delas vieram de setores da direita, inclusive.

O perfil Luciano Henrique Ayan é meu pseudônimo. Me chamo Carlos Afonso e atuo na área de tecnologia. Mas nas horas vagas decidi, há mais de 13 anos, estudar métodos relacionados à dinâmica política. Inicialmente, realizava refutações básicas de discursos, mas a partir de 2011 comecei a desenvolver um método para a guerra política. Sinto dizer aos meus oponentes: o método funciona que é uma beleza.

O objetivo inicial era fazer um site para acesso aos amigos que acompanhavam debates, mas aos poucos a coisa foi tomando uma proporção acima do que eu esperava. Hoje em dia, a página “Luciano Ayan” no Facebook tem 106.000 seguidores e o conteúdo do site é compartilhado em vários outros meios. Especialmente em 2011, introduzi em profundidade os métodos de David Horowitz e Saul Alinsky para a direita. Em 2011, comecei a abordar o tema do “controle de frame”, que se popularizou na direita, ajudando muita gente a rebater com mais assertividade as narrativas da esquerda.

Durante o processo do impeachment, apoiei fortemente os movimentos, pois entendia que era a estratégia correta. Certamente, vocês encontrarão muitos casos de pessoas que beberam na fonte do Ceticismo Político e dos métodos ali divulgados. Em 2015, pela Editora Simonsen, foi publicado o livro “Liberdade ou Morte” (também sob pseudônimo), que fazia uma ferrenha defesa da liberdade de expressão na época em que quase viramos uma ditadura.

Uma pergunta que fica é: qual o motivo para a discrição e o uso de um pseudônimo por tanto tempo? Basicamente, sempre foi o interesse em desenvolver um método, criar uma base de conhecimento e auxiliar as pessoas na medida do possível, mas sem transformar tudo em uma atividade principal. Ainda assim, o site passou a ser monetizado em meados de 2017.

Outra pergunta: qual o motivo para revelar a identidade agora?

Simplesmente porque deu para notar que o frame principal da mídia pró-PSOL é dizer “ele publicou fake news e usa um perfil falso”. Bem, agora estou aqui pronto para qualquer debate para que alguém me demonstre que há qualquer fake news no texto questionado pelo Globo. Por exemplo, o repórter diz que eu publiquei um texto com “deturpações”. Qual a deturpação? Notem que o espertinho nem cita qual é a deturpação. Alguns estão dizendo que o uso do termo “quebra de narrativa” endossa as afirmações da desembargadora, mas qualquer definição do dicionário mostra que falar em narrativas não é o mesmo que falar em provas. É preciso fingir muito para fazer o teatrinho de que ali havia uma notícia falsa.
Em resumo, usam o fato de alguém estar sob pseudônimo (o que dificulta a defesa quanto às acusações), para avançarem mentiras. Bem, agora mentem diante de alguém que pode ser contatado por qualquer meio. Se enviarem um email para lucianoayan@gmail.com receberão a resposta do dono do pseudônimo, Carlos Augusto de Moraes Afonso, ou seja, eu.

Isso muda toda a perspectiva, uma vez que agora posso rebater qualquer ataque de maneira frontal. E pelo fato de eu ter usado pseudônimo por tanto tempo, fui vítima de diversas calúnias. Só que agora as coisas mudam.

Também anuncio que o site Ceticismo Político terá uma drástica redução de conteúdo, pois a partir de então não contará mais com colaboradores, até para evitar confusões desnecessárias. Qualquer conteúdo que estiver presente no Ceticismo Político a partir de 24/03 é de minha autoria.

Novos detalhes de meu histórico de atuação e das intimidações que tenho sofrido serão publicados nos próximos dias. Como agora quebrei um recurso que habilitava a chantagem por parte de meus oponentes, meu espectro de atuação política se amplia decisivamente. Isso talvez não seja uma boa notícia para meus oponentes políticos.

Teremos muitas novidades nos próximos dias.

Att.

Carlos Afonso (a.k.a. Luciano Ayan)

Senadores apontam que Lava Jato pode ir para o vinagre após golpe dado pelo STF para salvar Lula

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Former Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva reacts as he arrives at the metallurgical trade union while the Brazilian court decides on his appeal against a corruption conviction that could bar him from running in the 2018 presidential race, in Sao Bernardo do Campo, Brazil January 24, 2018. REUTERS/Leonardo Benassatto NO RESALES. NO ARCHIVES

A senadora Ana Amélia, do PP, alertou para a possibilidade de um novo entendimento do Supremo em relação ao cumprimento de pena após condenação em segunda instância.

Até o ultra-esquerdista Randolfe Rodrigues, da REDE, reconheceu como errada a decisão de ontem do STF.

“Espero que o resultado não indique que o STF claramente está mudando de jurisprudência conforme o réu. Isso poderia significar um grave retrocesso contra todos os avanços que tiveram até aqui no combate à corrupção”, afirmou o senador, que vê como uma ameaça também à lei da Ficha Limpa.

Se o STF realmente conceder habeas corpus para Lula no dia 4 – e ao que tudo indica não é improvável – isso irá enterrar completamente a Lava-Jato. A mudança de jurisprudência poderá ser usada para benefício não só de Lula, mas de diversos políticos e empresários que estão presos nestas mesmas circunstâncias.

Ministro pró-PT no STF pode pedir vista e garantir que Lula fique livre da cadeia

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Segundo Miriam Leitão, Lula tem uma chance a mais de evitar sua prisão pelo TRF-4. Basta que algum ministro do STF peça vista no julgamento do dia 4 de abril. Se isso acontecer, o habeas corpus temporário concedido a ele ontem seria mantido até que o caso fosse retomado e finalizado dentro da corte.

Esse caminho seria uma forma de pressionar a ministra Cármem Lúcia a pautar em definitivo o tema da prisão após a segunda instância. Ou seja, o pedido de vista teria a justificativa de que isso deveria vir primeiro, e o caso de Lula, depois.

Quem provavelmente pode pedir vista é o ministro Dias Toffoli, mas o mesmo pode ocorrer com Lewandwski, Marco Aurélio Mello ou até mesmo Rosa Weber, que são os mais interessados na proteção ao ex-presidente.

Aliviado por ganhar liminar do STF, Lula chama Dallagnol de “moleque”

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Na manhã de hoje, em entrevista a uma rádio de Chapecó, Lula atacou o procurador Deltan Dallagnol. Agora, que ele teve aval do Supremo para permanecer livre por mais tempo – e talvez ganhe aval para ficar livre para sempre, o petista está aliviado para voltar a apontar armas contra seus adversários.

“Um homem de 50 anos de vida pública, que tem uma história na vida sindical, que foi investigado em cinco eleições, tenho filho, neto, bisneto, não pode ficar vendo um moleque me chamar de ladrão. Isso me revolta.”

O fato é que Deltan apenas apontou a verdade. O STF tratou com urgência o pedido de habeas corpus de Lula, que está livre, enquanto há diversos pedidos feitos por gente que está na cadeia. Simplesmente não faz sentido.

STF provou que Lula é um privilegiado pela Justiça, mas jamais um perseguido

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Há quem queira fingir que o que ocorreu no STF ontem foi algo normal, um rito processual corriqueiro. Mas não foi.

O tribunal votou para receber o pedido de habeas corpus de Lula, por sete votos a quatro. Ironia das ironias, todos os ministros que votaram contra, os únicos quatro, foram nomeados pelo próprio PT ao Supremo. Durante os discursos pomposos falaram muito sobre as “garantias constitucionais” de sempre.

Só tem uma coisa que os tais ministros talvez não souberam justificar, ou não quiseram: Qual a urgência de julgar o habeas corpus de um homem que nem preso está, enquanto há pedidos de habeas corpus de outras pessoas que estão de fato presas? Que garantias são essas e para quem são, afinal?

Ficou claro, ontem, que Lula é um privilegiado. Nele a Justiça não quer tocar. Como já foi dito exaustivamente, quantos foram presos antes dele por muito menos? Sérgio Cabral está preso há mais de ano, Eduardo Cunha também, assim como muitos outros. O próprio Palocci está na cadeia há meses e o que se tem contra ele é troco de bala comparado aos crimes pelos quais Lula já é acusado.

O ex-presidente definitivamente não é perseguido pela Justiça. Ele é um protegido dela!

Munição usada no homicídio de Marielle também foi usada por traficantes de São Gonçalo, diz polícia

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Informou o Extra, d’O Globo:

“Traficantes da favela 590, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, usaram munição calibre 9mm, do lote UZZ-18, para matar dois bandidos de uma facção rival, em 26 de julho de 2015, no bairro do Pacheco. Um dos acusados pelos assassinatos é Cleyton Passos Gomes, o Cleytinho, que está preso e vai à júri popular pelos assassinatos. O lote é o mesmo da munição usada na execução de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no último dia 14.

O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que possui um setor de rastreamento da munição que é apreendida nos assassinatos. Além das mortes no bairro do Pacheco, em outros dois homicídios investigados pela especializada – um em Niterói e outro dois, em São Gonçalo – também foi usada munição do lote UZZ-18. A Polícia Federal foi informada pela DH sobre essa utilização da munição.”

Este lote de munição foi vendido para a Polícia Federal em 2006, pela CBC, e foi distribuído para unidades em todo o Brasil. O problema é que agora ele está evidentemente nas mãos de pessoas que não pertencem à PF.

A informação ainda é circunstancial, já que ainda não prova muita coisa. O que se sabe é que se a munição era da PF e agora está nas mãos de traficantes, a probabilidade de o crime ter sido cometido por policiais militares fica reduzida.

STF hoje cuspiu na cara do povo e disse que Lula está acima dos demais cidadãos

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A maior parte dos ministros do STF aceitou a liminar do advogado José Roberto Batochio que suspende a prisão do ex-presidente Lula até o julgamento do mérito do habeas corpus da defesa. Basicamente, é um benefício que não foi dado aos outros condenados na Lava Jato.

O julgamento do mérito acontece daqui duas semanas, dia 4 de abril. A sessão desta quinta-feira 22 julgou apenas se o habeas corpus era admissível. O placar foi de 7 a 4 favorável ao HC.

Vale lembrar que essa decisão do Supremo não impede o julgamento do último recurso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), previsto para a próxima segunda-feira (26). É o último recurso de Lula contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

A prisão de Lula seria determinada com base na decisão do STF que autorizou, em 2016, a detenção de condenados pela segunda instância da Justiça. Mas hoje o STF disse que a regra que vale para os demais cidadãos não vale para a Lula.

A instabilidade total começa quando não existem regras claras. Se Lula não merece ser julgado pelas mesmas regras que valem para os demais cidadãos, o resultado é o colapso institucional. Claro está que a instabilidade institucional que decorrerá desta decisão é culpa do STF.

Ao colocar Lula acima da lei, STF inviabiliza Lava Jato

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Como vimos hoje, o STF decidiu que Lula não pode ser preso até que a Corte decida sobre o mérito de seu pedido de habeas corpus.

Claro que é um privilégio que não é dado aos demais presos da Lava Jato. Vale lembrar como Eduardo Cunha e Sergio Cabral foram para a cadeia sem as mesmas mamatas. Mas para Lula é diferente.

Agora os demais presos e investigados na Lava Jato vão exigir o mesmo precedente, buscando se livrar da prisão até mesmo em caso de condenação à segunda instância (uma vez que Lula já não tinha foro privilegiado, vale lembrar).

A culpa disso tudo será do STF.

O STF hoje provou que Nêumanne matou a charada: não se deve confiar na corte

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O STF decidiu adiar para o dia 4 de abril a conclusão do julgamento do habeas corpus pedido pela defesa de Lula, mas concedeu uma liminar para suspender qualquer ordem de prisão contra o petista até que a Corte conclua a análise do processo. As informações são da Veja.

A defesa de Lula havia pedido habeas corpus para impedir que ele seja preso após condenação final em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Antes, os ministros haviam decidido, por 7 votos a 4, aceitar a análise do recurso do petista.

O pedido foi aceito por Rosa Weber, Marco Aurélio, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Discordaram Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Para a corrente minoritária, deveria prevalecer a jurisprudência do STF, que autoriza a prisão após o julgamento em segunda instância.

Em suma, o casuísmo tomou conta. A jogada foi suja.

No fundo, vale lembrar o que José Nêumanne disse ao ministro Marco Aurélio Mello em um debate no Roda Viva: