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Carta aberta de Luciano Ayan aos leitores

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Em virtude dos últimos acontecimentos envolvendo o pseudônimo “Luciano Ayan”, o MBL e o caso da desembargadora que fez comentários sobre a morte da vereadora Marielle Franco, é importante que os leitores tomem ciência de fatos importantes.

No último fim de semana, o site Ceticismo Político, criado por mim (e que hoje possui vários colaboradores) publicou uma matéria sobre a desembargadora Marília, que fez acusações sobre a vereadora Marielle, que havia sido assassina na quarta (14).

O post basicamente apontava o conteúdo da matéria de Mônica Bergamo. O post, publicado por colaboradores, mas editado por mim, trata as declarações de Marília como se fossem uma ironia e usa o termo “quebra de narrativa”, principalmente ao mencionar o fato de que foi levantada a hipótese de que Marielle talvez não tivesse sido vítima de um crime político. Ou seja, são os fatos, acompanhados de uma análise. A desembargadora realmente fez as declarações que fez. As dúvidas já estão lançadas e não é mais possível que membros do PSOL afirmem que Marielle certamente “foi vítima de crime político” sem serem questionados. Nós não sabemos quem matou Marielle, mas o PSOL também não sabe. Isso significa que a narrativa daqueles que querem culpar a PM ou a intervenção está “quebrada” até que surjam fatos novos.

Mesmo assim, o Jornal O Globo entrou em contato para questionar o MBL (que havia republicado meu post original). Com este texto rebati as afirmações do repórter. Ou seja, este site avisou que ele estaria dando vazão a uma informação falsa e mesmo assim o jornalista fez outro texto. Em resumo: o jornalista já tinha ciência de que o site apenas replicou uma notícia real de Mônica Bergamo e mesmo assim fingiu desconhecimento (uma vez que minha rebatida ao e-mail enviado pelo jornalista ao MBL aconteceu várias horas antes do segundo texto dele).

Não iria demorar para surgirem as intimidações, do tipo “vamos atrás de você”. Algumas delas vieram de setores da direita, inclusive.

O perfil Luciano Henrique Ayan é meu pseudônimo. Me chamo Carlos Afonso e atuo na área de tecnologia. Mas nas horas vagas decidi, há mais de 13 anos, estudar métodos relacionados à dinâmica política. Inicialmente, realizava refutações básicas de discursos, mas a partir de 2011 comecei a desenvolver um método para a guerra política. Sinto dizer aos meus oponentes: o método funciona que é uma beleza.

O objetivo inicial era fazer um site para acesso aos amigos que acompanhavam debates, mas aos poucos a coisa foi tomando uma proporção acima do que eu esperava. Hoje em dia, a página “Luciano Ayan” no Facebook tem 106.000 seguidores e o conteúdo do site é compartilhado em vários outros meios. Especialmente em 2011, introduzi em profundidade os métodos de David Horowitz e Saul Alinsky para a direita. Em 2011, comecei a abordar o tema do “controle de frame”, que se popularizou na direita, ajudando muita gente a rebater com mais assertividade as narrativas da esquerda.

Durante o processo do impeachment, apoiei fortemente os movimentos, pois entendia que era a estratégia correta. Certamente, vocês encontrarão muitos casos de pessoas que beberam na fonte do Ceticismo Político e dos métodos ali divulgados. Em 2015, pela Editora Simonsen, foi publicado o livro “Liberdade ou Morte” (também sob pseudônimo), que fazia uma ferrenha defesa da liberdade de expressão na época em que quase viramos uma ditadura.

Uma pergunta que fica é: qual o motivo para a discrição e o uso de um pseudônimo por tanto tempo? Basicamente, sempre foi o interesse em desenvolver um método, criar uma base de conhecimento e auxiliar as pessoas na medida do possível, mas sem transformar tudo em uma atividade principal. Ainda assim, o site passou a ser monetizado em meados de 2017.

Outra pergunta: qual o motivo para revelar a identidade agora?

Simplesmente porque deu para notar que o frame principal da mídia pró-PSOL é dizer “ele publicou fake news e usa um perfil falso”. Bem, agora estou aqui pronto para qualquer debate para que alguém me demonstre que há qualquer fake news no texto questionado pelo Globo. Por exemplo, o repórter diz que eu publiquei um texto com “deturpações”. Qual a deturpação? Notem que o espertinho nem cita qual é a deturpação. Alguns estão dizendo que o uso do termo “quebra de narrativa” endossa as afirmações da desembargadora, mas qualquer definição do dicionário mostra que falar em narrativas não é o mesmo que falar em provas. É preciso fingir muito para fazer o teatrinho de que ali havia uma notícia falsa.
Em resumo, usam o fato de alguém estar sob pseudônimo (o que dificulta a defesa quanto às acusações), para avançarem mentiras. Bem, agora mentem diante de alguém que pode ser contatado por qualquer meio. Se enviarem um email para lucianoayan@gmail.com receberão a resposta do dono do pseudônimo, Carlos Augusto de Moraes Afonso, ou seja, eu.

Isso muda toda a perspectiva, uma vez que agora posso rebater qualquer ataque de maneira frontal. E pelo fato de eu ter usado pseudônimo por tanto tempo, fui vítima de diversas calúnias. Só que agora as coisas mudam.

Também anuncio que o site Ceticismo Político terá uma drástica redução de conteúdo, pois a partir de então não contará mais com colaboradores, até para evitar confusões desnecessárias. Qualquer conteúdo que estiver presente no Ceticismo Político a partir de 24/03 é de minha autoria.

Novos detalhes de meu histórico de atuação e das intimidações que tenho sofrido serão publicados nos próximos dias. Como agora quebrei um recurso que habilitava a chantagem por parte de meus oponentes, meu espectro de atuação política se amplia decisivamente. Isso talvez não seja uma boa notícia para meus oponentes políticos.

Teremos muitas novidades nos próximos dias.

Att.

Carlos Afonso (a.k.a. Luciano Ayan)

Senadores apontam que Lava Jato pode ir para o vinagre após golpe dado pelo STF para salvar Lula

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Former Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva reacts as he arrives at the metallurgical trade union while the Brazilian court decides on his appeal against a corruption conviction that could bar him from running in the 2018 presidential race, in Sao Bernardo do Campo, Brazil January 24, 2018. REUTERS/Leonardo Benassatto NO RESALES. NO ARCHIVES

A senadora Ana Amélia, do PP, alertou para a possibilidade de um novo entendimento do Supremo em relação ao cumprimento de pena após condenação em segunda instância.

Até o ultra-esquerdista Randolfe Rodrigues, da REDE, reconheceu como errada a decisão de ontem do STF.

“Espero que o resultado não indique que o STF claramente está mudando de jurisprudência conforme o réu. Isso poderia significar um grave retrocesso contra todos os avanços que tiveram até aqui no combate à corrupção”, afirmou o senador, que vê como uma ameaça também à lei da Ficha Limpa.

Se o STF realmente conceder habeas corpus para Lula no dia 4 – e ao que tudo indica não é improvável – isso irá enterrar completamente a Lava-Jato. A mudança de jurisprudência poderá ser usada para benefício não só de Lula, mas de diversos políticos e empresários que estão presos nestas mesmas circunstâncias.

Ministro pró-PT no STF pode pedir vista e garantir que Lula fique livre da cadeia

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Segundo Miriam Leitão, Lula tem uma chance a mais de evitar sua prisão pelo TRF-4. Basta que algum ministro do STF peça vista no julgamento do dia 4 de abril. Se isso acontecer, o habeas corpus temporário concedido a ele ontem seria mantido até que o caso fosse retomado e finalizado dentro da corte.

Esse caminho seria uma forma de pressionar a ministra Cármem Lúcia a pautar em definitivo o tema da prisão após a segunda instância. Ou seja, o pedido de vista teria a justificativa de que isso deveria vir primeiro, e o caso de Lula, depois.

Quem provavelmente pode pedir vista é o ministro Dias Toffoli, mas o mesmo pode ocorrer com Lewandwski, Marco Aurélio Mello ou até mesmo Rosa Weber, que são os mais interessados na proteção ao ex-presidente.

Aliviado por ganhar liminar do STF, Lula chama Dallagnol de “moleque”

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Na manhã de hoje, em entrevista a uma rádio de Chapecó, Lula atacou o procurador Deltan Dallagnol. Agora, que ele teve aval do Supremo para permanecer livre por mais tempo – e talvez ganhe aval para ficar livre para sempre, o petista está aliviado para voltar a apontar armas contra seus adversários.

“Um homem de 50 anos de vida pública, que tem uma história na vida sindical, que foi investigado em cinco eleições, tenho filho, neto, bisneto, não pode ficar vendo um moleque me chamar de ladrão. Isso me revolta.”

O fato é que Deltan apenas apontou a verdade. O STF tratou com urgência o pedido de habeas corpus de Lula, que está livre, enquanto há diversos pedidos feitos por gente que está na cadeia. Simplesmente não faz sentido.

STF provou que Lula é um privilegiado pela Justiça, mas jamais um perseguido

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Há quem queira fingir que o que ocorreu no STF ontem foi algo normal, um rito processual corriqueiro. Mas não foi.

O tribunal votou para receber o pedido de habeas corpus de Lula, por sete votos a quatro. Ironia das ironias, todos os ministros que votaram contra, os únicos quatro, foram nomeados pelo próprio PT ao Supremo. Durante os discursos pomposos falaram muito sobre as “garantias constitucionais” de sempre.

Só tem uma coisa que os tais ministros talvez não souberam justificar, ou não quiseram: Qual a urgência de julgar o habeas corpus de um homem que nem preso está, enquanto há pedidos de habeas corpus de outras pessoas que estão de fato presas? Que garantias são essas e para quem são, afinal?

Ficou claro, ontem, que Lula é um privilegiado. Nele a Justiça não quer tocar. Como já foi dito exaustivamente, quantos foram presos antes dele por muito menos? Sérgio Cabral está preso há mais de ano, Eduardo Cunha também, assim como muitos outros. O próprio Palocci está na cadeia há meses e o que se tem contra ele é troco de bala comparado aos crimes pelos quais Lula já é acusado.

O ex-presidente definitivamente não é perseguido pela Justiça. Ele é um protegido dela!

Munição usada no homicídio de Marielle também foi usada por traficantes de São Gonçalo, diz polícia

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Informou o Extra, d’O Globo:

“Traficantes da favela 590, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, usaram munição calibre 9mm, do lote UZZ-18, para matar dois bandidos de uma facção rival, em 26 de julho de 2015, no bairro do Pacheco. Um dos acusados pelos assassinatos é Cleyton Passos Gomes, o Cleytinho, que está preso e vai à júri popular pelos assassinatos. O lote é o mesmo da munição usada na execução de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no último dia 14.

O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que possui um setor de rastreamento da munição que é apreendida nos assassinatos. Além das mortes no bairro do Pacheco, em outros dois homicídios investigados pela especializada – um em Niterói e outro dois, em São Gonçalo – também foi usada munição do lote UZZ-18. A Polícia Federal foi informada pela DH sobre essa utilização da munição.”

Este lote de munição foi vendido para a Polícia Federal em 2006, pela CBC, e foi distribuído para unidades em todo o Brasil. O problema é que agora ele está evidentemente nas mãos de pessoas que não pertencem à PF.

A informação ainda é circunstancial, já que ainda não prova muita coisa. O que se sabe é que se a munição era da PF e agora está nas mãos de traficantes, a probabilidade de o crime ter sido cometido por policiais militares fica reduzida.

STF hoje cuspiu na cara do povo e disse que Lula está acima dos demais cidadãos

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A maior parte dos ministros do STF aceitou a liminar do advogado José Roberto Batochio que suspende a prisão do ex-presidente Lula até o julgamento do mérito do habeas corpus da defesa. Basicamente, é um benefício que não foi dado aos outros condenados na Lava Jato.

O julgamento do mérito acontece daqui duas semanas, dia 4 de abril. A sessão desta quinta-feira 22 julgou apenas se o habeas corpus era admissível. O placar foi de 7 a 4 favorável ao HC.

Vale lembrar que essa decisão do Supremo não impede o julgamento do último recurso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), previsto para a próxima segunda-feira (26). É o último recurso de Lula contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

A prisão de Lula seria determinada com base na decisão do STF que autorizou, em 2016, a detenção de condenados pela segunda instância da Justiça. Mas hoje o STF disse que a regra que vale para os demais cidadãos não vale para a Lula.

A instabilidade total começa quando não existem regras claras. Se Lula não merece ser julgado pelas mesmas regras que valem para os demais cidadãos, o resultado é o colapso institucional. Claro está que a instabilidade institucional que decorrerá desta decisão é culpa do STF.

Ao colocar Lula acima da lei, STF inviabiliza Lava Jato

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Como vimos hoje, o STF decidiu que Lula não pode ser preso até que a Corte decida sobre o mérito de seu pedido de habeas corpus.

Claro que é um privilégio que não é dado aos demais presos da Lava Jato. Vale lembrar como Eduardo Cunha e Sergio Cabral foram para a cadeia sem as mesmas mamatas. Mas para Lula é diferente.

Agora os demais presos e investigados na Lava Jato vão exigir o mesmo precedente, buscando se livrar da prisão até mesmo em caso de condenação à segunda instância (uma vez que Lula já não tinha foro privilegiado, vale lembrar).

A culpa disso tudo será do STF.

O STF hoje provou que Nêumanne matou a charada: não se deve confiar na corte

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O STF decidiu adiar para o dia 4 de abril a conclusão do julgamento do habeas corpus pedido pela defesa de Lula, mas concedeu uma liminar para suspender qualquer ordem de prisão contra o petista até que a Corte conclua a análise do processo. As informações são da Veja.

A defesa de Lula havia pedido habeas corpus para impedir que ele seja preso após condenação final em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Antes, os ministros haviam decidido, por 7 votos a 4, aceitar a análise do recurso do petista.

O pedido foi aceito por Rosa Weber, Marco Aurélio, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Discordaram Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Para a corrente minoritária, deveria prevalecer a jurisprudência do STF, que autoriza a prisão após o julgamento em segunda instância.

Em suma, o casuísmo tomou conta. A jogada foi suja.

No fundo, vale lembrar o que José Nêumanne disse ao ministro Marco Aurélio Mello em um debate no Roda Viva:

Jornal O Globo tenta armar arapuca para MBL e Ceticismo Político, mas cai do cavalo

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Como diria o Barão de Itararé, de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada.

Se a reputação do Jornal O Globo tem sido contestada pelo excesso de notícias falsas publicadas, eles agora resolveram fazer o mesmo papelão já feito pelo El País e usar o recurso da falsa acusação de notícia falsa. Já refutamos este truque por aqui.

O truque é o seguinte: fingir que uma publicação verdadeira de um órgão que eles reputam como adversário é falsa e lançar uma mentira: a de que a publicação verdadeira do outro é que é falsa. Isso é o mesmo que lançar uma acusação de mentira sobre um oponente para esconder a própria mentira. Em resumo, ao mentir dizendo que um oponente publicou uma falsidade (enquanto não publicou) e ao mesmo tempo lançar uma mentira, o manipulador executa assim uma falsa acusação de notícia falsa.

Seja lá como for, um jornalista (que por enquanto chamaremos aqui de Gabriel C.) resolveu enviar um e-mail com tons de intimidação e especulação para o MBL em estilo de triangulação (questionando sobre este site, Ceticismo Político).

O post alvo da falsa acusação de notícia falsa

Antes de desmascararmos jornalista Gabriel C. (que se apresentou como integrante de O Globo) vamos falar do post ao qual ele se refere, publicado em 16 de março:

O post de fato viralizou, mas no fundo não passa de uma citação a um post de Mônica Bergamo, para a Folha, que dizia: “Desembargadora diz que Marielle estava engajada com bandidos e é ‘cadáver comum'”.

No post do Ceticismo Político (que pode ser lido aqui) não há praticamente nada além do que já está no post de Mônica Bergamo.

Aliás, no post do Ceticismo Político há um detalhe adicional: consideramos que as afirmações da desembargadora haviam sido uma ironia. De resto, é basicamente a notícia de que uma desembargadora fez determinadas afirmações.

Outro ponto adicional do post do Ceticismo Político que incomodou muita gente foi o uso do termo “quebra de narrativa” no título.

Mas o jornalista Gabriel C. não pode fingir incômodo, uma vez que uma narrativa é apenas uma “ação, processo ou efeito de narrar”. Outra definição para narrativa é “exposição de um acontecimento ou de uma série de acontecimentos mais ou menos encadeados, reais ou imaginários, por meio de palavras ou de imagens”.

Ou seja, uma narrativa não é o mesmo que um fato ou uma prova jurídica.

O que o texto do Ceticismo Político deixou subentendido (e com razão) é que havia narrativa completamente fantasiosa adotada por membros do PSOL e seus adeptos de que Marielle havia sido vítima de “crime político”. Para que essa narrativa fosse adotada como fato, ela não poderia ser contestada e todos deveriam acreditar na alegação (sem provas) de que o crime teve motivação política. Subnarrativas dizendo que “a culpa é da PM” ou “a culpa é da intervenção” foram multiplicadas nos dois dias após a morte de Marielle.

A desembargadora Marília quebrou essa narrativa ao dizer que Marielle era “cadáver comum”. Infelizmente, Marília apelou ao mesmo recurso de vários integrantes do PSOL: usar afirmações para as quais não tinha provas. Por isso, Marília está sendo covardemente perseguida até hoje, de forma desproporcional e cruel, quando no máximo poderia ser refutada.

Mas o que importava para o Ceticismo Político era a quebra de narrativa. Enquanto a desembargadora Marília já não fede nem cheira como refutação ao PSOL, isso motivou muita gente a buscar inconsistências na narrativa do partido. É por isso que a narrativa padrão de que “Marielle foi vítima de crime político” já está quebrada, mesmo que Marília não tenha provado suas subnarrativas.

É como dissemos em 19 de março:

Outro post do Ceticismo Político já apresentava elementos que “bugam” a narrativa do PSOL:

Aliás, os bugs na narrativa de militantes do PSOL estão vindo de todos os lados, até mesmo da presidência do partido. Juliano Medeiros, presidente do PSOL, questiona sobre as hipóteses para o assassinato de Marielle. Mas se ele abre hipóteses, então quebra a narrativa daqueles que disseram que “é culpa da PM”. Detalhe: mesmo que milicianos possam ter cometido o crime, isso não significa que tenha sido um crime político.

Mas a coisa complica ainda mais, pois a irmã da vereadora Marielle, Anielle Silva, disse que não vê motivação política no assassinato da irmã. Leia, a partir da Veja, as declarações de Anielle: “Nossa família urge por Justiça. Que as autoridades competentes consigam descobrir o porquê disso, por que calarem minha irmã. Por quê? (…) Quero entender por que fizeram isso com ela. Pelas causas que ela defendia? Acho que não, porque, se fosse assim, muita gente era para estar morta hoje em dia”.

Como se nota, a narrativa padrão do PSOL está quebrada. Isto é um fato. Isso pode incomodar os jornalistas militantes, que tentam capitalizar sobre a morte de Marielle em favor de uma narrativa contra a intervenção federal no Rio, mas não está funcionando.

O e-mail de Gabriel C. tentando intimidar o MBL e o Ceticismo Político

Abaixo está o e-mail de Gabriel C. enviado a integrantes do MBL, que o compartilharam com este site:

É bom que o e-mail acima fique explícito para notar o tipo de “abordagem ética” utilizada pelo jornalista Gabriel C.

Gabriel C. começa com uma ameaça velada de que está sendo feito um estudo sobre “notícias falsas”. Provavelmente ele parta de um truque utilizado pela extrema esquerda de acusar o MBL e os sites ali compartilhados de publicar notícias falsas.

A má notícia para Gabriel C. é que o site boatos.org já desmascarou a notícia falsa que diz que “MBL é o maior difusor de notícia falsas, diz pesquisa da USP # boato”. Nunca existiu essa tal pesquisa da USP e sites como Ceticismo Político e JornaLivre jamais foram indexados por alguma entidade séria por publicarem notícias falsas. E tem mais: o site Ceticismo Político é constituído de notícias comentadas, portanto é um site de opinião, que jamais poderia ser confundido com um site de notícias. Ou seja, a mentira da extrema esquerda vem ao quadrado.

Vamos tratar em especifico a mentira com a qual Gabriel C. inicia seu email:

Bem, a principal informação falsa aqui foi feita por Gabriel C. ao elencar o post já comentado como “notícia falsa” quando na verdade era apenas a citação a uma matéria de Mônica Bergamo que não foi contestada. A desembargadora realmente fez as declarações que dissemos que ela fez. E de fato a narrativa do PSOL foi quebrada. Claro que foi quebrada com outra narrativa tão ficcional quanto aquelas feitas pelo partido.

De novo: todo jornalista que tenha feito faculdade de jornalismo sabe o significado do termo “narrativa”. Então não vai adiantar o sr. Gabriel C. fingir que “quebra de narrativa” significava “comprovação de acusações” que não vai colar.

Se já está claro que o jornalista começa sua tática de intimidação com uma mentira, vamos às perguntas marotas feitas por ele, que serão respondidas não pelo MBL, mas diretamente por este site:

Seguem respostas para cada pergunta:

Por que o post foi republicado de forma idêntica?

É que provavelmente seria desonesto adulterar um post de terceiros para publicar. Que raio de pergunta é essa?

Por que o post foi apagado?

Por essa eu passo, e isso é com a equipe do MBL. Mas provavelmente o apagaram para evitar patrulhamento. Mas obviamente não há nada de errado no post.

O usuário Luciano Ayan é administrado por algum integrante do MBL?

Aqui o jornalista fez uma bagunça danada. Existe o perfil Luciano Henrique Ayan, para o qual foi criada há tempos a página de Facebook Luciano Ayan. A página de Facebook Luciano Ayan publica conteúdo do site Ceticismo Político, que é administrado por uma equipe, entre os quais se inclui o próprio Ayan (que já não administra o site desde meados de 2017).

De qualquer forma, o “usuário Luciano Ayan” não é administrado por algum integrante do MBL.

O site Ceticismo Político é alimentado por algum integrante do MBL?

Não.

Integrantes do MBL retuítam e republicam no Facebook o usuário @LucianoAyan com frequência. Qual a relação entre MBL e Luciano Ayan?

Outra falha de narrativa grave aqui. O que é retuitado e republicado é o conteúdo do site Ceticismo Político, que é primariamente publicado na página de Facebook Luciano Ayan, mas também em outras páginas. A relação entre MBL e Luciano Ayan é extremamente positiva, principalmente desde novembro de 2014. Ademais, os integrantes de ambos os sites compartilham vários interesses em defesa do liberalismo e na luta contra o totalitarismo.

Enfim, essas foram as perguntas. Cada uma pior do que a outra, e nenhuma delas focada no principal. Por exemplo, ele poderia questionar sobre o conteúdo da matéria que está reclamando. Por que não faz isso? Será medo de saber antecipadamente que pode estar publicando uma notícia falsa?

Agora a coisa é pior: qualquer coisa que o jornalista Gabriel C. publicar será precedida pelo aviso antecipado de que estará provavelmente publicando informação falsa. Logo, ele não poderá alegar “estar enganado”. Ele terá o “domínio do fato”.

Neste texto aqui (que responde o email de Gabriel C.), ele sabe:

  • Que o texto do Ceticismo Político pura e unicamente comentou conteúdo de Mônica Bergamo, sem julgar como factuais as afirmações da desembargadora Marília;
  • Que as acusações da extrema esquerda sobre “notícias falsas” deste site são resultantes de notícia falsa (como expusemos aqui, ao citar o site www.boatos.org);
  • Que a agenda de intimidação feita pelo PSOL não está colando;
  • Que os bugs de narrativa do PSOL (para tentar vender a morte de Marielle como “crime político”, quando ainda não existem provas sobre isso) estão por todos os lados;
  • Que ele está prestes a publicar uma notícia falsa (sendo avisado antecipadamente disso, o que é a maior das vergonhas possíveis para um repórter).

E falando em notícia falsa, vale a pena citar o link “Fake News: relembre 5 vezes que a Globo disseminou notícias falsas; a direita é o alvo preferido”, do site O Diário Nacional.

Lemos ali sobre quando o colunista Lauro Jardim lançou a notícia falsa de que Temer teria autorizado Joesley a pagar propina para calar Eduardo Cunha. Mas no dia seguinte, se viu que não passava de manchete sensacionalista. O mesmo colunista disse que Bolsonaro propôs “metralhar a Rocinha”, mas até agora não apresentou um áudio sequer para comprovar a afirmação. Em relação a Ricardo Noblat (que tem blog no Globo), é bom relembrar que ele disse que Temer renunciaria em maio de 2017. Ele está no cargo até hoje. No Fantástico, publicaram um tuíte de uma usuária @Amanda. Pena que foi uma mensagem forjada, já que a própria Amanda Rose (canadense) se pronunciou dizendo que jamais escreveu aquilo.

E tem mais, muito mais…

Será que veremos o Jornal O Globo apelar até a falsa acusação de notícia falsa?

Em tempo: o jornalista disse que estaria aguardando até as 21 horas de 22/03 pelas respostas do MBL. A partir do e-mail dele encaminhado a este site pelo próprio MBL, ele conseguiu as respostas às 20:30 de 22/03.

Complicou a estratégia, não é, espertão?