A esquerda que se comoveu por traficante preso na Indonésia não liga para brasileiro honesto preso na Venezuela

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Em 2004, o paranaense Rodrigo Gularte foi preso na Indonésia. Morreu em 29 de abril de 2015, após ter sido condenado à pena de morte por tráfico de drogas.

Ele tentou entrar no país com cocaína dentro de oito pranchas de surfe. Ao todo, eram 6 kg da droga.

A mídia de esquerda se comoveu acima do normal com esse caso. A comoção foi absoluta. A todo momento as notícias apareciam pela Dilma. O governo Dilma fez vários pedidos de clemência. Ao fim, Gularte foi morto.

No fim de 2017, o catarinense Jonatan Diniz foi preso pela ditadura de Maduro, na Venezuela. O jovem possuía uma página na Internet, “Time of Change”, que pedia doações para ajudar crianças carentes no país. Ele foi para a Venezuela para conseguir alimentos para as crianças durante o Natal.

Em suma, Jonatan Diniz foi preso por estar distribuindo alimentos para crianças famintas e desnutridas.

A mídia de esquerda se recusa a dar atenção ao assunto. As notícias na grande mídia são raras e esparsas, quase todas sem elementos para gerar indignação (o que seria o mínimo de se esperar).

Ao mesmo passo, a atitude do governo caminha em passo de tartaruga.

Há quem diga que o caso não deve gerar a mesma indignação do que a questão envolvendo Gularte, pois este último havia sido condenado à morte. Mas em uma ditadura como a venezuelana, as leis não fazem sentido, e os presos que se opõem ao regime político correm risco de vida a todo momento.

Não há um argumento para justificar que os esforços para libertar Jonatan Diniz sejam menos volumosos do que os esforços dedicados para tentar salvar Gularte.

É preciso ir além: os esforços para libertar Diniz deveriam ser muito mais ferrenhos, dado que não há nada contra ele. Diniz não cometeu um crime sequer.

Nota-se que a esquerda brasileira – em especial, a extrema esquerda – se comove mais com traficantes presos do que com pessoas que vão para a cadeia unicamente por praticar caridade.

Clique aqui para assinar petição da Avaaz para libertar Jonatan.