A mesma ditadura venezuelana que matou uma gestante foi elogiada na semana passada pela ONU

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De acordo com o UOL, um agente da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) da Venezuela matou neste domingo (31) com um disparo uma mulher grávida durante uma distribuição de pernis natalinos subsidiados pela ditadura venezuelana no oeste de Caracas.

De acordo com o boletim, um grupo de pessoas estava “à espera de benefícios sociais oferecidos pelo governo (pernil)” e “se tornou violento”, por isso “uma comissão da Guarda do Povo compareceu ao local”.

Nesse momento, “um dos funcionários militares, fazendo uso indevido de sua arma de regulamento, efetuou disparos contra a multidão, ferindo a vítima, que foi transferida ao hospital mais próximo, onde deu entrada sem os sinais vitais”, indicou a polícia.

“Havia um operação de venda de pernis ali, mas os pernis não foram suficientes, então as pessoas começaram a protestar e o guarda ficou muito nervoso, entrou em desespero, e começou a atirar. Ele acabou atingindo esta jovem gestante de 18 anos na cabeça e outro jovem de 20 anos nas nádegas”, disse o vereador Jesús Armas do município Libertador, onde ficam os distritos Antímano e El Junquito, entre os quais ocorreu o caso.

A vítima responde pelo nome de Alexandra Colopoyn, tem 18 anos de idade e estava grávida de 25 semanas, segundo o boletim policial.

Na semana passada, agora de acordo com o site da ONU, um dos relatores de direitos humanos das Nações Unidas criou uma narrativa para elogiar a ditadura venezuelana no dia 28 de dezembro ao declarar que o país teria introduzido uma série de medidas em linha com as recomendações feitas por ele em sua recente missão ao país.

Alfred de Zayas, suposto “especialista independente” da ONU para criar narrativas simulando promoção da democracia, falou de uma força-tarefa estabelecida pelo Ministério de Relações Exteriores do país para fortalecer a cooperação com o Sistema ONU, de forma a “melhorar a distribuição de alimentos e medicamentos”.

Zayas teve a cara de pau de elogiar o anúncio feito em 23 de dezembro sobre a libertação de diversos presos políticos.

“Eu pessoalmente pedi a libertação de diversos detidos e fico contente em saber que muitos deles estão na lista de beneficiados pela decisão do governo. Isso se constitui um sinal de movimento rumo à reconciliação nacional e demonstra que o diálogo traz frutos”, disse o relator.

“Enquanto aqueles que foram soltos devem gozar de total liberdade, a libertação de outros detidos seria bem-vinda”, afirmou.

“Encorajo todos os homens e mulheres de boa vontade a apoiar os esforços para aliviar a escassez de certos alimentos e medicamentos, e a contribuir para aliviar outros problemas resultantes em parte das sanções e boicotes contra a Venezuela que só agravaram o sofrimento dos venezuelanos de todas as classes sociais”, declarou.

Em resumo, enquanto a ONU está certificando as ações da ditadura venezuelana, os soldados de Nicolas Maduro matam impunemente uma gestante. É de se duvidar se a ONU vai dar um pio para reclamar da ditadura que validou dias atrás.

A ONU é hoje uma vergonha para a humanidade.