Aloysio Nunes diz que “o incidente” está resolvido com a libertação de Jonatan. Está mesmo?

0
588

O ministro de Relações Exteriores Aloysio Nunes afirmou neste sábado (6) que o brasileiro Jonatan Diniz, que estava preso em Caracas há mais de uma semana, foi expulso da Venezuela. Segundo o Itamaraty, Diniz embarcou para Miami, nos EUA, em um voo da American Airlines. As informações são do UOL.

Diniz, 31, foi sequestrado no dia 27 de dezembro pelas forças de segurança da Venezuela, no Estado de Vargas. Segundo a ditadura, o jovem era acusado de manter atividades desestabilizadoras contra o regime de Nicolás Maduro.

A deportação ocorreu dois dias depois de o Brasil cobrar publicamente o país vizinho por informações sobre o cidadão brasileiro. Enquanto a grande mídia e a extrema esquerda tentaram omitir o assunto, a sociedade civil organizada fez pressão pela libertação de Jonatan nas redes sociais.

O catarinense fazia parte da organização não-governamental Time to Change the Earth (Tempo de Mudar a Terra, em tradução livre).

A ditadura venezuelana criou a narrativa de que a entidade seria uma “organização criminosa com tentáculos internacionais”.

A partir daí, os lacaios de Maduro criaram a narrativa ficcional de que a distribuição de alimentos feita pela “Time to Change the Earth” visava obter recursos em moeda nacional com vistas a promover ações contra o governo.

A Venezuela confirmou somente na sexta-feira a prisão do brasileiro. Para desânimo dea extrema esquerda, ele foi entregue em bom estado de saúde.

Ficamos felizes pela libertação de Jonatan Diniz, mas a resposta do chanceler Aloyzio Nunes é mais do que insuficiente

Para início de conversa, chamar o sequestro de um brasileiro por uma ditadura de “incidente” é um eufemismo. É uma forma de amolecer para a ditadura de Maduro.

Em seguida, não adianta dizer que o problema foi “encerrado”.

A Venezuela deve ser punida por ter deixado o brasileiro preso durante mais de uma semana.

Ou seja, não é momento de “encerrar” coisíssima nenhuma.