Após reconhecer que homenagem a Marisa é injusta, Doria vai se queimar de novo se não vetar a medida

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Como lemos anteriormente por aqui, a Prefeitura de São Paulo informou que o prefeito João Doria classifica como “injusta homenagem” a nomeação de um viaduto no extremo da Zona Sul da cidade com o nome da ex-primeira dama Marisa Letícia, morta em fevereiro deste ano em razão de um acidente vascular cerebral. As informações são do Estadão.

O problema é este trecho da nota da prefeitura: “A Prefeitura esclarece ainda que a escolha do nome do viaduto é prerrogativa da Câmara Municipal e fruto de um acordo entre a maioria dos vereadores — e apenas por isso respeitado pela administração municipal”.

A mesma nota afirma que o prefeito não concorda com a nomeação de alguém que seria “envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no país e que nunca morou na cidade nem jamais lhe trouxe qualquer benefício”.

Numa coisa Doria está certo. Em citar a injusta homenagem. Mas uma vez que ele reconhece o envolvimento da homenageada em um baita escândalo de corrupção, a manutenção do acordo se torna inviável.

Logo, se Doria não reverter a sanção feita por Milton Leite (DEM) vai continuar queimado. Essa é uma situação simples: ou ele reverte ou se queima. Até porque ele não terá argumentos para se explicar porque manteve algo injusto, principalmente quando essa injustiça beneficia envolvidos com a corrupção.