Aqueles que querem proibir mulheres de biquini em propagandas defendem que crianças toquem homens nus em exposições

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O Estado do Rio de Janeiro promulgou nesta quarta-feira (10) uma lei que impõe fortes multas às marcas cuja publicidade foi encaixada em narrativas que digam que elas incluem “conteúdo misógino,sexista ou estimuladora de agressão e violência sexual”. As informações são do UOL.

Divulgada no Diário Oficial, a lei 7.835/18 permite a suspensão das publicidades que forem enquadradas por opositores nessa definição e prevê multas que oscilam entre R$ 33 mil e R$ 658 mil, podendo chegar a R$ 1,3 milhão para as empresas reincidentes.

“É muito comum vermos na mídia empresas utilizando o corpo da mulher para vender seus produtos. Usam de forma sexista, menosprezando a mulher”, disse a deputada Enfermeira Rejane  (PC do B), que preside a comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A matéria diz ainda que “as multas previstas nessa nova lei somente são aplicáveis a empresas com sede no estado de Rio de Janeiro”, mas lembra que “um projeto de lei similar em nível nacional foi apresentado em 2016 à Câmara de Deputados e está atualmente sendo analisado por uma comissão parlamentar”.

O Conselho de Autorregulação Publicitária (Conar) é encarregado de supervisionar o conteúdo das publicidades. A entidade privada pode suspender a difusão dos anúncios, mas não está autorizada a aplicar multas.

O detalhe é que os proponentes da lei estão adotando um puritanismo típico das teocracias islâmicas ao proibir mulheres de exibirem seus corpos em propagandas conforme desejarem. Mas é essa mesma extrema esquerda que dá chilique quando alguém reclama de crianças sendo induzidas a tocar homens nus em exposições.

Disto, podemos apreender que para a extrema esquerda propagandas com mulheres de biquini são imorais. Mas quando crianças tocam homens nus em exposições está tudo bem.