Em 2008, Barack Obama disse que “Jerusalém continuará sendo a capital de Israel”

0
964

Como não poderia deixar de ser, temos aqui mais uma instância de duplo padrão esquerdista.

O fato é que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta (6) o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel e ordenou a transferência da embaixada americana para Jerusalém.

Claro que a medida deixou a mídia esquerdista em frisson, que adotou a tática de dizer que isso “coloca em risco o processo de paz no Oriente Médio”. Nada a ver.

Trump disse: “Jerusalém não é somente o coração de três grandes religiões, mas é também o coração de uma das mais bem-sucedidas democracias do mundo”, disse Trump durante o discurso na Casa Branca. “Israel é uma nação soberana e tem o direito, como qualquer outra nação soberana, de determinar a sua própria capital”, disse.

“Finalmente reconhecemos o óbvio: Jerusalém é a capital de Israel. É um reconhecimento da realidade. É o certo a se fazer e precisa ser feito.”

“Após mais de 20 anos de acenos, não estamos mais perto de um acordo final de paz entre israelenses e palestinos. Seria tolo imaginar que repetir as mesmas fórmulas produziria um resultado diferente, ou melhor.”

O presidente reafirmou que sua decisão não pretende acabar com o compromisso com o acordo de paz duradouro entre israelenses e palestinos: “Queremos um acordo que seja ótimo para israelenses e palestinos. Não vamos assumir nenhuma posição definitiva sobre as fronteiras específicas de Israel em Jerusalém ou as disputas de fronteira. Essas questões dizem respeito às partes envolvidas. Os EUA só estão comprometidos em facilitar um acordo de paz aceitável para ambos os lados. Tenho intenção de fazer tudo que está nas minhas mãos para ter esse acordo.”

Vamos aos fatos. Há uma lei americana de 1995 que estabelece a transferência da embaixada americana para Jerusalém. Só que a medida jamais foi aplicada. Sempre empurraram com a barriga. Os presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação a cada seis meses, alegando “interesses nacionais”. Trump ressaltou que estava colocando a lei em prática.

Trump pediu “calma, tolerância e moderação” após anunciar que o país reconhece a partir de agora Jerusalém como capital de Israel. “É hora de que todas as nações civilizadas (…) respondam aos temas que geram desacordo com debate, não violência”, declarou Trump em discurso na sala de recepções diplomáticas da Casa Branca.

Se Trump apenas fez valer uma lei que já estava vigente desde 1995, ainda temos um detalhe adicional num discurso de Barack Obama, de 2008, que disse, em campanha: “Jerusalém continuará sendo a capital de Israel e nós precisamos nos manter unidos”.

Veja:

E lá se vai mais uma narrativa da esquerda.