Esquerda radical chafurda na lama ao perseguir Catherine Deneuve por ter criticado histeria no Golden Globe

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Como vimos ainda hoje, cem atrizes francesas fizeram um manifesto refutando o movimento Time’s Up, composto de mais de 300 atrizes, que se vestiram de preto na cerimônia do Globo de Ouro.

O Time’s Up fez a narrativa de que lutava contra o assédio. Porém, as descrições de assédio geralmente são vagas demais, de forma a inviabilizar grande parte das interações entre homens e mulheres.

Em razão disso, o manifesto das atrizes francesas vai em direção contrária. O manifesto francês é assinado por conhecidas personalidades da cultura francesa, como a atriz Catherine Deneuve, a escritora Catherine Millet, a cantora Ingrid Caven, a editora Joëlle Losfeld, a cineasta Brigitte Sy, a artista Gloria Friedmann e a ilustradora Stéphanie Blake.

No manifesto é possível ler que “O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista”.

Segue: “Desde o caso Weinstein houve uma tomada de consciência sobre a violência sexual exercida contra as mulheres, especialmente no âmbito profissional, onde certos homens abusam de seu poder. Isso foi necessário. Mas esta liberação da palavra se transforma no contrário: nos intima a falar como se deve e nos calar no que incomode, e os que se recusam a cumprir tais ordens são vistos como traidores e cúmplices”.

O manifesto ainda lamenta que as mulheres teriam sido convertidas em “pobres indefesas sob o controle de demônios falocratas”.

Catherine Deneuve declarou: “Não acho que seja a forma mais adequada de mudar as coisas. O que virá depois? Denuncia tua puta? São termos muito exagerados. E, sobretudo, acho que não resolvem o problema”.

O texto também alerta para o retorno de uma “moral vitoriana” oculta sob “esta febre por enviar os porcos ao matadouro”, que não beneficiaria a emancipação das mulheres, mas que estaria a serviço “dos interesses dos inimigos da liberdade sexual, como os extremistas religiosos”.

Em razão disso, a feminista Caroline de Haas e outras 30 militantes francesas reagiram a Catherine Deneuve e as demais artistas que assinaram o manifesto.

As feministas lançaram um texto radical intitulado “Os porcos e seus aliados têm razão de ficar preocupados”. Ali, é dito: “Somos vítimas de violências, não temos vergonha e estamos determinadas a acabar com as violências sexistas e sexuais”.

O texto acusa as cem signatárias – entre elas a atriz Catherine Deneuve e a crítica de arte Catherine Millet (autora do livro “O Outro Lado de Catherine M.”) – de terem se aliado aos “porcos” em alusão ao movimento #MeToo (eu também, em português) e #BalanceTonPorc (denuncie seu porco, em tradução) surgidos após as denúncias contra Weinstein.

O que fica claro é que todo esse ataque a Catherine Deneuve – que tem um histórico de luta pela liberdade feminina – mostra que o feminismo radical descambou de vez para um ponto da ruptura total de qualquer sociabilidade possível.

Nesse embate, Catherine Deneuve claramente está com a razão.