Este blog avisou que Ostermann estava sendo humilhado. Ele não ouviu. Agora foi liquidado.

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Nesta quarta (21), citamos matéria da Gazeta do Povo, Jair Bolsonaro, dizendo que ele não iria mais disputar a presidência pelo PATRIOTA (antigo PEN). Bolsonaro disse que está “90% fechado” com o PSL, que abriga o movimento LIVRES, capitaneado por Fabio Ostermann.

Sobre o PSL, ele complementou: “Esse partido [o PSL] é liberal. Vai mudar seu regimento. Além de defender valores familiares, vão defender a questão do armamento. Tem uma ala, o ‘Livres’, que vai deixar de existir e não terá mais espaços no partido”.

Avisei, já na quarta, que a coisa se tornava extremamente humilhante para a coordenação do LIVRES, que estaria sendo chutada a partir de uma ação bolsonarista. Se dizia que a ideia era adotar o nome LIVRES para o PSL.

Relembre o que o LIVRES havia publicado no dia 17 de dezembro:

Só que depois da matéria da Gazeta do Povo, o LIVRES publicou isso na quarta:

A nota dizia:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

1. Não procedem, de forma alguma, as notícias de que o deputado federal Jair Bolsonaro possa se filiar ao PSL.

2. Após solicitação feita por Bolsonaro, o presidente nacional do PSL e também deputado federal, Luciano Bivar, recebeu-o em reunião. Conversaram sobre o Imposto Único, histórica bandeira do PSL.

3. Em função das evidentes e conhecidas divergências de pensamento, o projeto político de Jair Bolsonaro é absolutamente incompatível com os ideais do LIVRES e o profundo processo de renovação política com o qual o PSL está inteiramente comprometido.

Avisei, ainda na quarta, que o Fabio Ostermann cometeu um erro ao responder muito rapidamente negando a associação do PSL com o Jair Bolsonaro.

Para início de conversa, a negativa teria que vir do PSL e não do LIVRES. Isso pegou mal. Ficava parecendo que ele está “correndo atrás”.

Mesmo com meus conselhos, Fabio Ostermann foi arrogante, e comentou na página do Facebook deste blog (e abaixo estão os pontos mais relevantes da conversa):

Seja lá como for, Ostermann não quis ouvir os conselhos. Como resultado já podemos ver o tamanho do tombo que ele tomou, a partir de uma matéria da Época mostrando a declaração do presidente do PSL (Luciano Bivar) de que seria um orgulho ter Bolsonaro no partido:

O presidente do PSL-Livres, Luciano Bivar, afirmou a EXPRESSO que, se o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) quiser se filiar à legenda e concorrer à Presidência da República, será bem-vindo. “A possibilidade de o deputado vir para o nosso partido e concorrer para presidente nos enche de orgulho”, disse Bivar. A nota divulgada pelo partido nesta quinta-feira (21), porém, dizia ser Bolsonaro a representação do “autoritarismo e (da) intolerância” e que, portanto, é “antítese completa de nossas ideias”. Bivar diz que a nota representa as ideias de uma corrente minoritária.

Jair Bolsonaro havia se comprometido a se filiar ao Patriota, mas sua relação com os dirigentes da sigla se desgastou. Poucos acreditam que ele entrará para a legenda.

Independentemente do fato de o PSL fechar o acordo com Bolsonaro, Ostermann (junto com o LIVRES) já se complicou. Agora outro setor da campanha de Bolsonaro está em situação difícil: é o setor que fez a aliança com o PATRIOTA.

Ostermann já rodou, junto com o LIVRES. Outros vão rodar.

Em vez de me agradecer, Ostermann me acusou de fazer “fake news”. Eu avisei que ele estava em estado de negação e estava tomando uma invertida humilhante.

É a vida. A gente vai avisando e o pessoal não ouve…

Aqui não é ciência política tradicional. É GUERRA POLÍTICA, que é baseada na dinâmica social. Por isso alguns resultados ficam mais previsíveis.

Aguardamos o pronunciamento de Fabio Ostermann.