Evo Morales vem ao Brasil conversar com Temer e causa bug em narrativa de Dilma

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Um mês depois do impeachment de Dilma (em 31 de agosto de 2016), o presidente da Bolívia Evo Morales frustrou os bolivarianos ao desembarcar do boicote ao governo Michel Temer.

Ele chegou a participar do grupo dos bolivarianos que fizeram narrativas contra o impeachment de Dilma. NA época, ele chegou a fazer os representantes de seu país deixarem a Assembleia Geral da ONU durante o discurso de Michel Temer.

Mas no início de outubro de 2016 Evo resolveu voltar atrás em seu discurso contra o novo governo brasileiro.

Na época, o JornaLivre publicou: “Os motivos para o recuo são econômicos, já que o Brasil é a maior potência da América Latina. Foi este o motivo para que o também bolivariano Tabaré Vasquez do Uruguai não acompanhasse o coro socialista contra o impeachment. Até o governo cubano protestou com cautela, sem ameaçar o total rompimento”.

Perguntado sobre a decisão de enviar o embaixador José Kinn de volta ao Brasil, Morales deu uma resposta vergonhosa: “Apesar de ter havido um golpe congressista, eu me informei que ele é legal, embora sem legitimidade. É constitucional, legal, mas não tem essa legitimidade.”

Pois agora vemos que, depois de dois adiamentos em razão dos problemas de saúde de Michel Temer, Evo Morales será recebido nesta terça (5) pelo presidente brasileiro.

Agora fica difícil para Evo Morales seguir na narrativa de que aqueles que defenderam o processo legal de impeachment são “golpistas”. Aliás, na semana passada, o próprio Evo deu um golpe num referendo que rejeitara sua reeleição e conseguiu na Justiça o direito de se candidatar de novo.