Flavio Rocha acertou em cheio ao falar da privatização contra a corrupção

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De vez em quanto encontramos por aí discursos – proferidos até por alguns direitistas  – com ressalvas em relação às privatizações, o que é um contra-senso, uma vez que as empresas estatais historicamente sempre serviram aos esquerdistas como meio de obtenção e manutenção de poder.

Claro que alguém da direita poderia pensar em fazer o mesmo que os esquerdistas – usar os cargos, verbas e até propinas oriundas de estatais – para “grudar” na cadeira do Executivo, mas desse jeito qual seria sua coerência com a plataforma direitista? No fim das contas, o time mais especializado em usar as estatais – inclusive para ampliar a corrupção a níveis estratosféricos – será o time esquerdista.

Atualmente, alguns setores da direita tem usado a narrativa de que é “preciso proteger o patrimônio nacional”, mas isso é balela. Empresas como Correios e Petrobrás não precisam estar nas mãos do Estado, que até poderia receber impostos vindos de empresas privadas. Outros afirmam que “temos que tomar cuidado para os chineses não comprarem as estatais”, o que no fundo é uma releitura da narrativa da extrema esquerda, que diz que “os americanos não podem comprar as estatais”.

No frigir dos ovos, isso sempre esconde o interesse de gente com intenções bem pouco republicanas.

Nesse sentido, Flávio Rocha acertou em cheio ao comentar a importância das privatizações para o combate (real) à corrupção.

No Brasil atual, muita gente diz que está “lutando contra a corrupção”, mas sempre o fazem de forma abstrata e vaga. Assim é fácil. Mas ao mesmo tempo, muitos defendem a manutenção das estatais, que são a principal fonte de corrupção.

Uma plataforma de direita exige uma privatização em larga escala – e sem pretextos ou capitulações, como dizer propor “privatizações com golden share” -, pois isso atende especialmente àquela parcela do povo que não quer ganhar sua vida a partir do abuso sobre o Estado. Para evitar esse tipo de abuso, é essencial falar em privatização, mas sempre lembrando que sem essa medida, não há combate real à corrupção.

Assista: