Funcionários uruguaios da Petrobras fazem greve de fome e dão novo argumento para privatização

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Crédito da imagem: Fabio Motta/Estadão Conteúdo

Os três funcionários da empresa MontevideoGas, pertencente à Petrobras, seguem nesta segunda-feira com a greve de fome iniciada há quatro dias em protesto por medidas trabalhistas da companhia. As informações são da Exame.

O trio está acampado na Praça Independência de Montevidéu desde sexta-feira, acompanhado por outros funcionários da empresa. O sindicato iniciou hoje uma série de interrupções parciais de três horas em diferentes setores da companhia.

Eles estão protestando porque 55 funcionários foram enviados para o seguro desemprego.

O Ministério de Trabalho e Seguridade Social do Uruguai entabulou negociações com ambas as partes nas últimas semanas, mas não há acordo.

Em comunicado, a MontevideoGas considerou na semana passada como “desproporcional” a greve de fome e disse que apresentou quatro propostas para destravar o conflito, que foram rechaçadas pelos trabalhadores.

Estas medidas seriam acordar “uma cláusula de paz” para “não dificultar as medidas da força sindical”, invalidar a aplicação do aumento salarial de 3,25% definida para 1 de julho assim como de 3,25% estipulada para 1 de janeiro, e um aumento na produtividade, entre outras.

Os sindicalistas rejeitam qualquer “cláusula de paz” sem nada acordado antes porque significaria deixar a empresa ter “mãos livres para fazer o que quiser”.

No fim das contas, esse é outro argumento para privatizar a Petrobras, que tem sido uma das fontes principais de corrupção, o que quase destruiu nossa economia.