Globo alopra e traz “especialista” que propõe “fim da divisão entre homens e mulheres no esporte”

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Se a Globo já deu total apoio a Tiffany jogando entre as mulheres no vôlei, agora escalou mais uma vez e chamou uma “especialista em sociologia do esporte” (o que?) com uma proposta: dar fim às divisões de gênero e reproduzir o modelo vigente nas competições paralímpicas.

A matéria d’O Globo fala de um artigo publicado no site “The Conversation”, onde Roslyn Kerr argumenta que, diferentemente do que ocorre em outras áreas, no esporte, “não existe um movimento no sentido de reduzir as diferenças entre os gêneros”.

“Mulheres não são o único grupo para o qual o esporte é um mau negócio. Embora existam, em algumas modalidades, divisão por peso, isso não acontece com a altura, por exemplo. O que significa que atletas baixos nunca têm chances no salto em altura, no vôlei ou no basquete”, argumenta.

Da mesma maneira, a especialista questiona o fato de algumas características que efetivamente representariam vantagens sobre o adversário (como uma maior capacidade aeróbica) não obrigarem a uma subdivisão de categorias: “Não é considerado injusto que elas disputem com outras atletas, o que aconteceria se elas fossem muito pesadas ou homens, em vez de mulheres”.

Roslyn sugere a mesma solução adotada nos Jogos Paralímpicos, onde, desde os anos 1990, o sistema de divisão de categorias estaria respeitando as habilidades do corpo e não as condições médicas. “Em vez de os atletas serem rotulados a partir de sua situação clínica, eles são alocados de acordo com os movimentos que o seu corpo é capaz de fazer”.

Ou seja, a socióloga propõem que sejam “eliminadas a barreira entre o masculino e o feminino e que as divisões respeitem o potencial de cada corpo, de acordo com as necessidades de cada modalidade. Nos 100m rasos, por exemplo, seriam consideradas a massa muscular e a capacidade de contração das fibras musculares rápidas. Já no vôlei e no basquete, além da massa muscular, levaria-se em conta a altura”.

“Dada a estrutura da nossa sociedade, essa ideia dificilmente seria aceita. Não estamos acostumados a ver homens competindo com mulheres. Entretanto, vários estudos mostram que, quanto mais os homens competem com mulheres, mais propensos eles estão a aceitar que elas podem ser boas atletas também”, conclui.

A coisa é tão cômica que nem merece comentários.