Na premiação do Golden Globe, não teve nenhuma manifestação pelas mulheres que protestaram no Irã

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Na 75ª edição do Golden Globe, que aconteceu neste domingo (7), várias atrizes milionárias decidiram fazer um protesto contra as várias denúncias de assédio sexual que tomaram conta da indústria de Hollywood (com destaque para o caso de Harvey Weinstein).

As atrizes aproveitaram o evento para lançar a campanha Time’s Up, que se iniciou no dia 1 de janeiro.

Vale lembrar que o artista Kevin Spacey (de orientação esquerdista). Harvey Weinstein também era um apoiador de Hillary.

É um direito de utilizarem seu espaço para protestar.

Porém, sentimos falta de homenagens às mulheres do Irã, que vivem o inferno na Terra em termos de opressão. Se as atrizes milionárias tem espaço para protestar, seriam apedrejadas no Irã se fizessem o mesmo.

E dias atrás o mundo teve acesso à imagem de uma jovem balançando seu véu branco no ar. A imagem se tornou o símbolo dos protestos no Irã.

Várias mulheres saíram às ruas nos protestos, principalmente contra a opressão sexual dos líderes iranianos.

A jovem protestou sem o véu, amarrando o tecido a um bastão, que agitou como uma bandeira. Mais tarde, circulou pelas redes a informação de que o ato de rebeldia terminou com a prisão da mulher.

Na semana passada, as autoridades iranianas decidiram que as mulheres não usarem véu em público já não estarão mais sujeitas há prisão, o que acontece há quatro décadas.

Mas há muitas outras conquistas que as mulheres merecem.

Se há um lugar onde o assédio sexual é um horror para as mulheres, este é o Irã.

Mas para as atrizes milionárias de Hollywood, as mulheres corajosas que saíram para lutar por liberdade não merecem homenagens.