Nicolas Maduro procura aliança com sua alma gêmea: Kim Jong-un

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Está um caso em que duas pessoas nasceram uma para a outra. O fato é que a Venezuela e a Coreia do Norte estão avaliando alianças estratégicas conjuntas, para “defender a construção do socialismo”, impulsionar a economia venezuelana e fazer “frente à ameaça militar” dos Estados Unidos. Em suma, a narrativa de sempre, segundo o DN Mundo.

A aliança foi tema de uma reunião entre o presidente do Banco Central da Venezuela (BCV), Ramón Lobo, o vice-ministro venezuelano de Gestão Industrial do Ministério de Indústrias Básicas, Estratégicas e Socialistas, Orlando Ortegano, vários trabalhadores do BCV e o embaixador da República Popular Democrática da Coreia, Ri Sung Gil.

O BCV explica que o acordo permitirá “unificar esforços, entre a Venezuela e a Coreia do Norte) na procura de alianças estratégicas que impulsionem a economia venezuelana, assim como a construção de um modelo sócioprodutivo fundamentado na soberania, autodeterminação, solidariedade e cooperação entre os povos”.

“Esta iniciativa realizou-se com o propósito de destacar a experiência norte-coreana, o seu processo de autodeterminação e soberania política, econômica e social, perante a ameaça militar e intervencionista de países hegemônicos como os EUA”, explica.

O diretor do BCV, José Salamat Khan, diz que os venezuelanos devem “aprender com a experiência sócioprodutiva da Coreia do Norte”, começar “um processo de formação para reindustrializar a economia”, para “depender cada vez menos de outros países hegemônicos”.

E eles estão fingindo empolgação mesmo: “Temos os recursos humanos, as terras e o capital (…). Apesar do bloqueio econômico dos EUA, estamos na obrigação de reconstruir a nossa própria história (…). É o momento de fazer que a Venezuela seja um dos primeiros no mundo”.

O embaixador da Coreia do Norte, Ri Sung Gil, disse que os EUA têm “interesses expansionistas para apropriar-se das riquezas de países estratégicos como a Venezuela e a Coreia do Norte, que elegeram o socialismo como modelo econômico e social”.

“A Venezuela tem uma importância geopolítica, matérias primas, muitos recursos naturais, petróleo e água. Os EUA não vão deixar em paz a Venezuela enquanto não se apoderarem dos recursos do país”, frisou.

Como se nota, estão alinhadinhos. Ambos países tem muitas experiências a trocar a respeito de estratégias de esmagamento do povo.