O mesmo Estado que condenou Kelly à morte quer punir um inocente por ter salvo vidas

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No dia 1 de novembro, a radiologista Kelly Cadamuro, de 22 anos, foi estuprada e assassinada por Jonathan Pereira do Prado, 33, após dar uma carona ao criminoso que havia sido combinada em um aplicativo de WhatsApp.

O mais cruel de todo esse crime é o fato de que Jonathan havia sido beneficiado com a “saidinha” da prisão, após a qual ele não retornou. Por causa dessa saidinha, ele adquiriu a capacidade de estuprar e matar Kelly. Em resumo, Kelly foi condenada à morte pelo Estado, em um dos crimes mais revoltantes dos últimos tempos.

Mas ao que parece as pessoas que fazem parte do Estado não conseguem ter qualquer tipo de sentimento pelas vítimas de barbáries que poderiam evitar. Ao contrário, parecem que incentivam o terror.

Agora o Brasil tem motivos para se revoltar de novo ao saber que um promotor de Justiça, Francisco Santiago, quer que Gustavo Correa seja condenado entre 6 a 20 anos de prisão por homicídio doloso.

Em maio de 2016, ele matou um criminoso com três tiros na nuca, como forma de legítima defesa. O bandido invadiu o hotel onde estava hospedada Ana Hickmann, em Belo Horizonte, e chegou a atirar contra a assessora da apresentadora, Giovana Oliveira.

Marido de Giovana e cunhado de Ana Hickmann, Gustavo Correa agiu de maneira heróica, dominando o bandido. Conseguiu salvar a vida da apresentadora dando três tiros na nuca do criminoso.

O mesmo Estado que não se importou com a vida de Kelly, condenada à morte por uma “saidinha” imperdoável, agora quer punir um inocente por ter salvo vidas. Se isso não gerar revolta para rediscutirmos algumas de nossas leis, é difícil imaginar o que poderá gerar indignação suficiente.