Por que Marchezan acertou em cheio ao requisitar Forças Armadas para proteger Porto Alegre em 24 de janeiro?

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O pedido do prefeito Nelson Marchezan Jr. para que Força Nacional e Exército atuem para evitar que petistas toquem o terror em Porto Alegre no julgamento de Lula tem gerado um frisson na extrema esquerda.

Algumas pessoas do governo também parecem ter se deixado intimidar. Por exemplo, vemos que o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse o seguinte à Carolina Bahia, da Zero Hora: “Quem pode pedir é apenas o governador. E mais ninguém”.

Ele foi questionado sobre a assessoria do Planalto ter dito que vai encaminhar o pedido de Marchezan para análise de seu ministério. Respondeu assim: “Impossível, é ilegal. Está errado. Só o presidente da República, a pedido do governador, pode nos acionar. E, se chegar aqui, devolveremos”.

Mas há um detalhe que não está sendo considerado aí.

Como cidadão, Marchezan pode sim fazer a requisição. Obviamente, Jungmann pode indeferir. Mas existe um ato político aí: ao fazer a requisição formalmente, Marchezan jogou a pressão para o governador José Ivo Sartori, que tem o poder de fazer a requisição conforme as regras apontadas por Jungmann.

A partir de agora, se Sartori não fizer essa requisição, automaticamente se responsabiliza pelas consequências de sua decisão. Ou seja, os juízes e demais cidadãos ficariam a mercê de milícias que estão dispostas a ir para o tudo ou nada.

Ou seja, Marchezan fez a sua parte. E agora cabe a Sartori fazer a sua.