Sakamoto cria versão bizarra da religião para defender impunidade a menores violentos

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O blogueiro de extrema esquerda Leonardo Sakamoto pode ser útil como bússola moral. Em muitos casos, basta ver qual é o posicionamento moral dele em uma questão bússola e fazer o exato oposto.

Por exemplo, ele é conhecido pela tese de que a ostentação deveria ser crime previsto no Código Penal. Quer dizer, se alguém comete um assalto a culpa seria da vítima em razão da “ostentação”. E o texto não era humorístico, diga-se de passagem. Ele falava a sério.

Agora ele está revoltado com uma  pesquisa Datafolha sobre o apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. 84% dos brasileiros apoiam a medida.

Ele acha interessante que ateus rejeitem mais a ideia do que religiosos: “É interessante constatar que a proposta seja mais rechaçada por aqueles que afirmam não acreditar em nada do que pelos que dizem crer em Cristo”.

O que ele omite é que por causa das campanhas de ódio aos religiosos, isso aumenta a taxa de esquerdismo entre os ateus do que entre religiosos. Logo, a tolerância ao crime é um fenômeno esquerdista.

Sakamoto tenta usar estratagemas de desconstrução da religião para dizer que a Bíblia deveria estimular a impunidade de menores. Tudo besteira. Como sempre.

Segundo o socialista, as propostas para punir menores que cometem violentos “são de um simplismo temerário”. Sim. É simples mesmo. Pessoas que cometem crimes violentos devem ser punidas.

Como sempre, a chantagem de Sakamoto se baseia em dizer que “é preciso de outras soluções, e não aquelas mais simples”. Claro que eles sempre deixam as “outras soluções” escondidas sobre véus de vagueza.

A seguir temos a falácia da bola de neve: “O problema não é a idade, mas como preparamos as novas gerações para viverem em sociedade. E como cuidamos delas. Se jovens de 14 começarem a roubar e matar, mudamos tudo novamente? E se for aos 12? Aos dez? Olha que, aos oito, alguns já sabem empunhar uma arma e dizer ”isso é um assalto'”.

Olha, está aí uma boa ideia. Temos que reduzir a maioridade penal para 12 anos mesmo. Por que não?

Daí ele segue enrolando: “Ninguém está defendendo bandido. Até porque, adolescentes que cometeram infrações são internados, principalmente os negros e pobres – afinal temos um sistema de Justiça racista. Defende-se aqui uma saída racional para um problema existente”.

Ora, se já “temos a internação” (que é chamada de “punição”) então por que não aplicar punições de verdade? E que Sakamoto sabe que a tal “internação” não é punição coisíssima nenhuma.

Ele diz que tem “medo de indivíduos que assaltam, roubam e matam”, mas também teme “uma sociedade que não fala, apenas rosna diante do desconhecido”. Bem, os bandidos violentos que estupram e matam são casos bem conhecidos.

Para Sakamoto, punir menores violentos é decretar “inviabilidade do futuro”. Bem, se o futuro depende da impunidade de menores que assassinam e estupram, é melhor não lutar por esse futuro, não?

E vem a chantagem emocional da pseudo religião no final: “Mas Deus, qualquer nome que ostente, não tem nada a ver com isso. Se ela ou ele existir, deve sentir, neste momento, um desgosto grande com sua criação”.

Podemos entender que na visão distorcida deste monstro, um Deus deveria se orgulhar de uma sociedade que condena cidadãos a serem assassinados, sequestrados e estuprados à vontade por se recusar a punir bandidos violentos.

Isso que Sakamoto segue está mais para satanismo que cristianismo.