STF provou que Lula é um privilegiado pela Justiça, mas jamais um perseguido

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Há quem queira fingir que o que ocorreu no STF ontem foi algo normal, um rito processual corriqueiro. Mas não foi.

O tribunal votou para receber o pedido de habeas corpus de Lula, por sete votos a quatro. Ironia das ironias, todos os ministros que votaram contra, os únicos quatro, foram nomeados pelo próprio PT ao Supremo. Durante os discursos pomposos falaram muito sobre as “garantias constitucionais” de sempre.

Só tem uma coisa que os tais ministros talvez não souberam justificar, ou não quiseram: Qual a urgência de julgar o habeas corpus de um homem que nem preso está, enquanto há pedidos de habeas corpus de outras pessoas que estão de fato presas? Que garantias são essas e para quem são, afinal?

Ficou claro, ontem, que Lula é um privilegiado. Nele a Justiça não quer tocar. Como já foi dito exaustivamente, quantos foram presos antes dele por muito menos? Sérgio Cabral está preso há mais de ano, Eduardo Cunha também, assim como muitos outros. O próprio Palocci está na cadeia há meses e o que se tem contra ele é troco de bala comparado aos crimes pelos quais Lula já é acusado.

O ex-presidente definitivamente não é perseguido pela Justiça. Ele é um protegido dela!